segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Praça Santa Terezinha oferece perigo às crianças

“A praça tem brinquedos para as crianças. Mas eles estão muito mal conservados. Ao invés de serem benéficos, tornam-se maléficos, uma vez que os escorregadores, balanços e a quadra estão abandonados e precisam de manutenção. Do jeito que está, de diversão passa a ser um transtorno, porque pode machucar e dar tétano por causa da ferrugem”. Esta opinião do aposentado de 60 anos, Yoshikuni Ashidani, sobre a Praça Santa Terezinha, em São João del-Rei, exemplifica o descontentamento geral dos moradores do bairro.
Alguns pais até proibiram seus filhos de brincar no local por causa do mal estado de conservação. Esta reportagem verificou in loco a situação precária: a quadra está esburacada, com as traves presas por ferros; os balanços foram destruídos por vândalos e muitos brinquedos estão enferrujados, com lascas de ferro pontiagudas que, facilmente, poderiam cortar uma criança.
Quando questionado, há duas semanas atrás, a respeito do caso, o secretário municipal de Serviços Urbanos, João Madalena, afirmou que estaria providenciando a manutenção do local, ainda nesta semana. “Vamos mandar um fiscal lá para ver o que precisa ser feito. Aí, vamos dar uma geral na pracinha”, garantiu Madalena.
Contudo, até o fechamento dessa edição, a Praça Santa Teresinha não havia recebido nenhuma reforma. Madalena explicou que a secretaria de Obras está com muito serviço e não pode comprar materiais. “Nosso planejamento é terminar o que já começamos: a Praça Senhor Bom Jesus de Matosinhos e asfaltos pendentes. Não temos condição nenhuma de pegar mais serviços, até porque não podemos comprar nada. A praça será arrumada. Mas não agora, de imediato”, reconheceu o secretário.

Segurança pública
Os moradores temem, também, pela segurança de seus filhos. “Já vi vândalos quebrando e pichando os brinquedos. Um dia desses, os mendigos estavam muito bêbados e atearam fogo numa árvore. Não podemos deixar janela aberta nem um minuto, já teve tiroteio na frente da minha casa. Deveria ter mais segurança, a Polícia Militar poderia passar mais vezes por aqui”, comentou a professora de ginástica, Meire Alves, de 32 anos. A operadora de caixa Simone Silveira Moreira, de 23 anos, também se diz insegura: “Ficam vários mendigos lá, fazem as necessidades na praça, irritam as crianças e batem na porta das casas. Não me sinto segura, ficou bem perigoso”.
O chefe de policiamento do 38º Batalhão de Polícia Militar, capitão Edinilson Correia da Costa, informou que intensificará o policiamento no local. “Realizamos as rondas lá. Fazemos um apelo aos moradores para que, reconhecendo alguns suspeitos, liguem para o 190 e denunciem, que deslocaremos uma viatura. Mas, se os mendigos estiverem lá sem fazer bagunça, não podemos fazer nada. Isso é um problema de Assistência Social. Precisamos do envolvimento de outros órgãos para resolver essa situação”, disse Costa.

Praça mal conservada
A situação precária dos brinquedos irrita os moradores, a quadra está esburacada, com traves caindo e o parquinho em péssimo estado. “Está tudo detonado, uma vergonha!”, disse o comerciante de 40 anos, Osvaldo Ribeiro. Os moradores pediram que fosse feita a manutenção do local, que pessoas passem, regularmente, para verificar se os parquinhos estão arrumados e limpos. “Não adianta nada fazer a praça, deixar tudo bonito e abandonar. Às vezes, vem marginaizinhos destruir os brinquedos”, comentou Meire Alves.
Também houve reclamações do sanitário público do coreto, que está sujo e tiveram seus vidros quebrados a pedradas. “Esse banheiro é uma vergonha! Tanto que ele foi interditado porque teve foco de dengue. É fora de série”, reclamou o aposentado Camilo Leles Campos, de 56 anos.

Acidentes
Não há morador do entorno da Praça Santa Terezinha que não tenha visto algum acidente envolvendo as crianças que ainda brincam no local. “Eu vi a trave do gol cair na cabeça da criança e fazer um machucado grande. De vez em quando, os meninos cortam o pé nos buracos da quadra”, contou o historiador Bruno Nascimento Campos, 27.
A cabeleireira de 40 anos, Maria Cláudia, também relatou um acidente e proibiu sua filha de frequentar a praça. “Semana passada um menino cortou o pezinho numa ponta de ferro enferrujada, teve que dar seis pontos. Aqui não tem mais lazer. Tenho uma filha de sete anos e não deixo ela brincar lá, porque está muito perigoso”, afirmou

"Matéria de reclamação de bairro é um exemplo básico do funcionalismo da comunicação. Elas têm importância para os moradores divulgarem os problemas que afligem a vizinhança e cobrar ação dos políticos. Além disso, é, sempre, fonte básica de conhecimento para o jornalista, que entra em contato direto com a população e suas reivindicações."

Um comentário:

  1. nosso deus que coisa que nao da pra ver nada direito

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