Espaço
A vereadora Sílvia Fernanda de Almeida (PMDB) criticou o novo prédio, chamando-o, jocosamente de “bat-caverna”. “O prédio da nova Câmara, no meu entender, como contribuinte que paga seus impostos, é um desperdício de dinheiro. A Câmara Municipal é a casa do povo, mas o espaço para o plenário ficou completamente comprometido, porque se comprou uma área que já tem uma casa histórica e que não pode ser alterada. No terreno de trás, onde está sendo feita a obra, tem uma mina de água muito vigorosa e, no meio do espaço, foram construídos o fosso do elevador e a escadaria. Quer dizer, todo o espaço atrás da casa, que deveria ter sido aproveitado para se fazer um plenário decente, está desperdiçado”, criticou Sílvia Fernanda.
As arquitetas argumentaram que o projeto inicial tinha espaço suficiente para os 17 vereadores e um público de 250 pessoas. “Quando a construção começou, porém, nos chamaram às pressas porque os dados que nos passaram estavam errados. O terreno era menor e tinham achado muita água no terreno”, contou Aline Botelho. Elas afirmaram que, mesmo não sendo mais responsabilidade delas, alteraram a planta de acordo com as medidas reais. “Seguimos as informações que nos passaram”, disse Cinthia Botelho.
Com isso, a plenária teve de ser reduzida, passou de 250 para 100 assentos. “Já não era mais nossa responsabilidade, mas largamos nossos compromissos pessoais para fazer as alterações. Isso sem ganhar nada a mais e com a obra em andamento”, afirmou Aline Botelho.
“Bat-caverna”
O local da reunião é subterrâneo, sem janelas para ventilação e iluminação naturais. O plenário também está sobre uma mina de água. “Chamamos, de uma maneira jocosa, o plenário de ‘bat-caverna’. A ven
Sua colega, Vera Lúcia Gomes de Almeida (PT), também reclamou das instalações da obra e da distância em relação ao Centro da cidade. “Particularmente, achei muito escuro, frio e úmido, cheio de infiltrações. O local é longe do Centro, tenho dúvidas se o povo vai se deslocar até lá para assistir às reuniões”, contestou Vera do Polivalente, que, também, foi processada, em dezembro de 2008, por fazer declarações públicas contra a obra numa emissora de rádio local.
Aline Botelho e Cinthia Lobão afirmaram que o terreno ser úmido não inviabiliza a construção. “O problema com a água não impede a execução. Teria que ser gasto mais dinheiro, mas dá pra fazer”, disse Aline. Além disso, a opção por uma plenária subterrânea foi tomada para preservar o edifício histórico que há na área. “Uma das tendências para fazer obras perto de residências antigas é fazer o uso do subsolo. O projeto foi elogiado por isso, não há problema algum”, comentou Cinthia.
Para elas, isso não torna o espaço úmido, escuro e frio. “Hoje, quantos cinemas são abertos? O ideal seriam iluminação e ventilação mecânica. Deixamos, também, aberturas no teto por economia de luz”, detalhou Aline.
O processo
As arquitetas lembraram que o prédio foi criticado publicamente pelas vereadoras, Vera Lúcia e Sílvia Fernanda, sem que as edis soubessem do processo de concurso e de elaboração da planta. “Ficamos chateadas, porque é um projeto bacana e de qualidade. Largamos nossos trabalhos durante meses para fazê-lo e nos sentimos lesadas ao ouvir certas coisas sendo ditas na radio”, disse Aline Botelho. Elas reforçaram que não acompanharam a obra, nem foram consultadas por nenhum vereador do atual mandato sobre sua execução. “Não nos perguntaram nada. Não é nossa responsabilidade se houver alterações”.
Vera Lúcia afirmou que, à época, deu uma entrevista falando que não gostou da obra. “Mas criticamos o edifício, não as arquitetas. Elas se sentiram prejudicadas e eu e a Sílvia tivemos que arcar com danos morais”, contou a vereadora.
"Matéria que, particularmente, achei bem difícil. Estava apurando algo que ja havia dado processo judicial por danos morais, então tive que ser bem cauteloso no trato com as fontes e com as versões. Tive a ideia de fazer intercalações no texto, de acordo com o tópico de cada fala. E demonstar logo no lead, as contradições e conflitos que o caso envolve. Se alguém está erradom creio que é a Câmara passada, que realizou um concurso com informações incorretas e ainda comprou um terreno que dizem ser superfaturado e sem espaço necessário para a obra."






