quarta-feira, 23 de junho de 2010

ASCAS propõe separação do lixo

O Fórum de Resíduos Sólidos, integrante da Semana de Meio Ambiente, foi especial para a Associação dos Catadores de Material Reciclável (ASCAS). Isso porque algumas propostas elaboradas podem representar um grande avanço na qualidade do trabalho ecológico desempenhado pela Associação. As ideias abordam: captação de recursos para a construção de um novo galpão e visitas técnicas à cidade de Lavras. Além de uma possível parceria com a Prefeitura Municipal para estender o projeto de diferenciação e separação de lixo reciclável, e para conseguir um caminhão para o transporte dos materiais.
A vice-reitora da Universidade Federal de São João (UFSJ) e coordenadora do Projeto de Assistência Permanente a ASCAS, Valéria Kemp, afirmou que o encontro gerou boas ideias. Mas é preciso colocá-las em prática e envolver a população. “Temos que sensibilizar a comunidade para contribuir com a separação do lixo reciclável”, disse a vice-reitora da UFSJ.

Houve a proposta da coleta diferenciada. Mas isso ainda tem que ser negociado e ajustado. A prefeitura coletaria, com seu caminhão, os resíduos sólidos e encaminharia à ASCAS”(Valéria Kemp)

Diferenciação dos materiais
A ASCAS, em parceria com alunos da UFSJ, realiza um trabalho de conscientização popular para separar o lixo reciclável, porém a iniciativa não tem abrangência municipal. Na mesa de debates, foi proposto o envolvimento de diversos órgãos para expandir a ideia e dar início a um projeto municipal de diferenciação de resíduos. “Houve a proposta da coleta diferenciada. Mas isso ainda tem que ser negociado e ajustado. A prefeitura coletaria, com seu caminhão, os resíduos sólidos e encaminharia à ASCAS”, informou Valéria Kemp.
Outra proposta interessante foi a possibilidade de adquirir um veículo para a ASCAS, para ajudar no transporte de materiais. Contudo, isso necessita de parcerias e ainda é só uma ideia. “Temos que pensar na qualidade de vida dos trabalhadores. Um veículo ajudaria muito no transporte do material. Há empresas que querem doar lixo reciclável, mas, pela distância, não temos como pega-lo”
O coordenador da coleta seletiva da Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Lavras (ACAMAR), Luiz Tadeo Damaschi, apoiou a proposta. “Tem que ter caminhão, porque o carrinho atrapalha o transito e é desumano com os catadores. É necessário estudar uma parceria para adquirir um veículo”, defendeu Tadeo Damaschi.

“Tem que ter caminhão, porque o carrinho atrapalha o transito e é desumano com os catadores. É necessário estudar uma parceria para adquirir um veículo” (Tadeo)

Galpão
A sede da ASCAS fica na Rua Carlos Guedes, Matosinhos. O espaço é alugado da Paróquia Senhor Bom Jesus do Matosinhos. O valor da locação é custeado pela Prefeitura, mas o espaço está disponível somente até outubro deste ano, pois a paróquia pretende utilizar o local.
Para ter maior autonomia e segurança financeira, a intenção é mudar a sede para um lote na Rua 31 de março, perto do Hotel Chafariz. “Estamos em busca de financiamento para construir uma nova sede para os catadores. Conseguimos um valor de R$ 30 mil reais para começar, mas ainda é pouco. A Secretaria do Meio Ambiente indicou que a Prefeitura Municipal poderia nos doar os materiais, isso foi amarrado na mesa”, contou Valéria Kemp.

"Tenho orgulho da minha profissão. Nosso trabalho ecológico é nobre, importantíssimo para a cidade” (Mazinho)

Trabalho dos catadores
O associado, Osmar Bernardes, conhecido como Mazinho, relatou, no Fórum, seu cotidiano como catador e agente ecológico. “Comecei a catar em córregos, há 15 anos, e fiquei doente. Passei, então, a recolher papelão na rua, sendo prejudicado pelo atravessador, que ficava com o lucro. Com a formação da ASCAS, ganhamos atenção, organização e aumentamos os ganhos. Tenho orgulho da minha profissão. Nosso trabalho ecológico é nobre, importantíssimo para a cidade”, contou Mazinho.

"Foi a primeira mesa-redonda do dia. O secretário, Celso Sandim, se comprometeu com a vice-reitora da UFSJ em ajudar na construção do galpão da ASCAS e na divulgação de um processo de separação de lixo. Essa eu quero ver."

4 comentários:

  1. Eu também quero ver! Se mal conseguem manter a cidade limpa... Torço para que consigam pelo menos divulgar o processo de separação de lixo para que a população possa contribuir.

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  2. VITOR RAFAEL SILVA GOMES31 de agosto de 2010 00:17

    Ideia se tem aos montes, temos é q ver em praatica, sou um cidadão consiente, faço minha parte ajudando a ASCAS, mais ele precisa de mim e muitos ainda não adianta eu reciclar e o resto do povo sujar temos que fazer cmpaanhas e uma politica maciva de ajuda a limpeza da cidade essa é uma daas minha ideias.

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  3. Eu já fiz entrevistas com o secretário de Meio Ambiente, Celso Sandim, ele promete que faria uma campanha há muito tempo. A ASCAS conseguiuuma verba com projeto da UFSJ, mas deve ir para a construção do galpão.
    Se o povo não cobrar, com mobilização da ASCAS e manifestações nas ruas, isso não sai não.

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  4. Se cada um fizesse sua parte, já ajudaria muito!

    FAÇA a sua parte e tente mostrar para os outros a praticidade e o benefício dessas pequenas atitudes para a vida!!

    Cheguei a São João Del Rei a pouco tempo e depois de muita procura, pois ninguem conhecia a ASCAS, consegui localizá-la e fui até lá levar meu lixo que separdo em casa. Se todos colaborassem não jogando lixo nas ruas e pensando em separar o lixo em casa. Ajudaria muito!!

    Muita paz para todos, e vamos pensar na vida!

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