segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

4º Carnaval de Antigamente


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A quarta edição do Carnaval de Antigamente chamou a atenção das famílias na tarde do Domingo de Carnaval, dia 14, no Largo do Rosário, em São João del-Rei A matinê teve a presença das bandas Theodoro de Faria e Zé Pereira; pernas de pau, bonecos gigantes; exposição de fotos do saudoso carnaval dos anos 70 e 80; e o 4º. Encontro de Bandas e Marchinhas Antigas. Embalado pelas saudosas marchinhas, os foliões desfilaram pelo centro histórico da cidade puxados pelos carros antigos, devidamente decorados.


Conforme disse Alzira Agostini Haddad, coordenadora do Atitude Cultural, impera, em todo o imaginário popular de São João, a saudade dos tempos de ouro do carnaval são-joanense da década de 70. “A gente ouve muito falar sobre como o carnaval antigo era bonito e como a cidade ficava decorada. Os corsos, que são os carros antigos decorados, desfilavam pelas ruas, com as bandas e os foliões. As marchinhas são eternas e super conhecidas. Conseguimos juntar os artistas da própria cidade, que são os Pernas de Pau da “Rede do Corpo”, os Bonecos Gigantes do mestre Quati, as bandas Theodoro de Faria e Zé Pereira. Reunimos tudo que era legal da cidade e ficou bacana”, comentou a coordenadora.


Os homenageados deste ano foram José Geraldo Dangelo, o conhecido Jota D’Ângelo e sua esposa, Maria Amélia Dorneles D´Ângelo), a Mamélia, pela contribuição dada ao carnaval de São João del-Rei, nos idos das décadas de 70 e 80. “Eu dedico essa homenagem a todo mundo que faz o carnaval de São João del-Rei, antigos e atuais. O carnaval da cidade está melhorando cada vez mais, voltando ao que já foi na década de 70”, comentou D’Ângelo.


Famílias

O foco do evento são crianças e famílias, sobretudo, por ser domingo à tarde e não ter aglomerações, confusões ou disputa por espaço. “Acho o Carnaval de Antigamente ótimo, porque é um espaço para as crianças pequenas. Dá pra brincar tranquilo. E é muito legal essa iniciativa de resgatar as marchinhas” disse Maria Amélia, 40 anos, residente do centro. O que concorda Maria Isabel Dias, também moradora do centro, ao afirmar: “Acho ótimo! A família pode vir toda e o pessoal mais novo vê uma festa mais tranquila e civilizada. Porque, de uns anos para cá, o carnaval era uma bagunça geral. Ele está se estruturando, tomando fôlego e deve melhorar nos próximos anos”.

Curral em São João


Localizado na Rua José Nogueira, bairro Vila Nossa Senhora de Fátima, região de alagamento, um terreno é utilizado como curral e depósito de entulhos de construção. O fato consterna os moradores, que convivem com porcos, vacas, cabras, entre outros animais. As secretarias de Meio Ambiente e Serviços Urbanos já têm conhecimento acerca do assunto e buscam definir ações para resolvê-lo. No entanto, esses órgãos não conseguiram melhoras efetivas, pois estão identificando os responsáveis e tentando conversar.

Curral na cidade
No terreno, observam-se restos de obras, inclusive uma privada, pneus e lixo residencial. Segundo os moradores, ali também há uma criação de animais. Porém, isso é feito sem nenhum cuidado, ou respeito aos demais moradores. O clima de tensão existente no local fez com que as fontes preferissem não se identificar. “Cria-se vacas, cavalos, porcos, galinhas e, até mesmo, bode e ovelhas. Eles ficam todos soltos na rua, sem qualquer higiene e espalhando lixo. Aí, sobe o mau-cheiro insuportável e prolifera rato, barata, mosquito”, contou uma moradora.

O chefe do departamento de Meio Ambiente, Antonio Venino Lombardi, classifica a situação como “grave problema sanitário”, em função das precárias condições de higiene do local. “Os animais são criados soltos, como se fosse uma área rural. Além disso, no local, empresas privadas depositam entulhos. No meio desses entulhos, sempre há lixos de moradores. Isso tudo cria um grave problema sanitário, por causa da disseminação de doenças e pestes urbanas”, informou Lombardi.

Aterro de entulhos
Segundo os moradores, há dois anos atrás, empresas privadas e, inclusive a prefeitura, começaram a despejar entulho no local. “A gente já viu caminhão de empresa privada e municipal jogando lixo ali. Isso não pode ocorrer, até porque já vi crianças brincando no terreno. E como o solo termina no Córrego do Lenheiros, os dejetos dificultam a vazão da água e as enchentes ficam mais fortes, espalhando lixo por todo o lado”, afirmou a moradora.

Antônio Lombardi disse que os donos do terreno autorizaram as empresas a despejar o lixo no local. O chefe do departamento de Meio Ambiente diz que isso ajuda o dono a tornar o terreno mais plano. No entanto, ele orienta as pessoas a não deixar lixo residencial nas caçambas de entulho. “O dono autoriza às empresas a colocar o entulho lá. Ele precisa nivelar o solo e espalha os restos de construção para baratear a obra. Mas, geralmente, esse entulho vem cheio de lixo domiciliar, o que causa pestes urbanas”, contou Lombardi.

Os moradores citaram o nome de João Madalena, secretário de Serviços Urbanos afirmando que caminhões da prefeitura jogam lixo no local e o secretário sabe. No terreno, pode-se ver os balaústres de cerâmica retirados recentemente da Ponte Sírio Libanês. Todavia, Madalena diz que a prefeitura não despeja entulho naquele lugar. “Descartamos os balaústres que não tinham condições de ser reutilizados. Mas a prefeitura está estritamente proibida de jogar lixo naquele local. Nunca jogamos nada lá”, falou o secretário.

Versão do proprietário
Segundo Antônio Braga, dono do terreno, ele autoriza as empresas despejar o entulho e tem vacas e cavalos. “Eu estou aterrando ali. É terreno particular. Só as vacas e os cavalos são meus, mas ficam entre as cercas. Os outros animais ficam por ali por causa dos restos de alimentos, não são de minha propriedade”, afirmou o proprietário.

Alternativas
Os moradores relatam que estão, há anos, buscando uma resolução para o problema ecológico e sanitário. Mas afirmam que, até agora, nada foi feito. Waldisnei Lopes da Silva, chefe do departamento de Zoonose disse que foi procurado pelos moradores e que encaminhou a reclamação à secretaria de Meio Ambiente. “Nossa parte é tratar dos animais e controlar as pragas. Passamos a situação para o Meio Ambiente. Os moradores acham que isso é fácil de resolver, mas há um caminho a ser percorrido e as secretarias têm muito trabalho a ser feito e poucos profissionais”, informou Waldisnei Lopes.

De acordo com Antônio Venino, a secretaria de Meio Ambiente irá identificar os responsáveis e propor uma conversa conciliatória “Tentaremos conversar e conscientizar as pessoas de que a área urbana não pode conviver com currais daquele tipo”, comentou.

"Mais uma matéria de bairro que faço. Nesse caso, fui ao local conversar com os moradores, sem saber muito sobre a reclamação. Eles me relataram um clima tenso na região, afirmando que os donos do terreno já os ameaçaram. Percebe-se, no local, a veracidade do que eles falam., principalmente no que concerne à má situação sanitária Mas, apurando a coisa de modo macro, nota-se uma falha estrutural grande. O terreno e a área tem perigos de alagamento. O terreno, em si, deságua no Córrego. Apresenta-se uma situação propícia para a proliferação de doenças. Os animas também, se realmente são criados soltos, podem trazer perigo sanitário e doenças. A situação é grave e comum. As secretarias não tem pessoas para resolver, as que buscam isso, temem a represália dos donos ou são esmagadas pela burocracia e politicagem. Ainda, a consciência anacrônica que páira no lugar, somada com a inabilidade do executivo, permitem a conclusão de que aquilo perdurará por muitos anos. O executivo está entulhado de processos e reclamações assim. Por não seguir o Plano Diretor e estar preso e afundado em empregados incompetentes, e que saisfazem anseios políticos, as secretarias nunca irão olhar para cada curral que existe em São João del-Rei."

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Conselho Municipal da Cidade é empossado


Após muitas negociações, os novos integrantes do Conselho da Cidade foram empossados durante a 3ª Conferência Municipal da Cidade de São João del-Rei, realizada nos dias 26 e 27 de janeiro no anfiteatro do Campus Santo Antônio da Universidade Federal (UFSJ). Os 15 membros - representantes de movimentos sociais, entidades empresariais, sindicatos e governo - têm a função de discutir, fiscalizar e implantar políticas públicas de desenvolvimento urbano e rural. Os conselheiros ainda se reunirão para definir os indicados para compor a diretoria.

O Conselho Municipal da Cidade, que tem caráter deliberativo (deliberações com força de lei), foi criado através do Decreto nº. 4.251, de 26 de janeiro de 2010. Segundo o provável presidente do Conselho, Air de Souza Resende, a criação veio em boa hora, tendo em vista a dificuldade de planejamento e implantação de políticas públicas no município. O que faz com que São João del-Rei não consiga financiamentos junto ao Governo Federal. “Todos gostaram da criação do Conselho, que está representado por diversos segmentos da sociedade. A nossa principal função é a implementação do Plano Diretor em quatro eixos: Habitação; Planejamento Territorial Urbano; Saneamento Básico; Transporte e Mobilidade Urbana. Considero o saneamento ambiental o maior problema da cidade, hoje, além do desafio do trânsito. Precisamos fiscalizar e cobrar estudos de impacto ambiental, financeiro e no trânsito, nas obras da cidade e cobrar o Executivo, em todas as suas ações, a obedecer ao Estatuto da Cidade e ao Plano Diretor de São João del-Rei”, ressaltou Air Resende.

Membros
O conselho é formado por:
• Air de Souza Resende
• Ana Cristina Reis Faria
• Ângela Maria Andrade
• Antônio de Pádua
• Felipe Lugrunilla
• Hamilton Cassemiro Ferreira
• Jorge Alberto de Oliveira
• José Egídio de Carvalho
• Leonardo Geraldo da Silveira
• Lourdes Aparecida Resende de Barros
• Mário Henrique da Costa Nunes
• Miguel Arcanjo de Carvalho
• Ralph Justino
• Ronaldo Sérgio de Azevedo
• Ruth do Nascimento Viegas

Propostas
A 3ª Conferência Municipal da Cidade de São João del-Rei, também, debateu propostas para implantar políticas de desenvolvimento rural e urbano. Entre as quais, “Desenvolver canais constantes e efetivos de participação popular, a fim de que os eventos de planejamentos sejam participativos”; e “Estimular a democratização do acesso à terra urbana, à habitação, ao saneamento básico, aos transportes, aos sistemas de infraestrutura e serviços urbanos; priorizando o atendimento à população de baixa renda”. O secretário Municipal de Governo, Stefânio Rodrigues Pires, considerou a Conferência positiva. “Empossamos os conselheiros. Os representantes da sociedade, comércio, governo e sindicato compareceram e debatemos propostas e políticas públicas para desenvolver a cidade”, afirmou Stefânio.

Delegados são-joanenses
Oito propostas levantadas durante a o encontro municipal serão apresentadas na 3ª Conferencia Estadual das Cidades, a ser realizada em fevereiro, dias 26, 27 e 28, pelos quatro delegados são-joanenses, eleitos depois de muita discussão do regimento: Ilma Aparecida da Silva Rodrigues; Edmílson Salles; Antônio José de Souza; e Mário Henrique da Costa Nunes. O delegado Antônio de Souza disse que vai brigar, em Belo Horizonte, para trazer subsídios para São João del-Rei. “Discutimos ação de políticas públicas e criação e fortalecimento de diversos fundos e conselhos para priorizarmos o crescimento do município. Vamos tentar passar as propostas para a Conferência Nacional das Cidades e trazer verba para nossa cidade”, comentou.

Discussões
Embora os principais objetivos da Conferência tenham sido cumpridos, a demora excessiva na eleição dos delegados da cidade para a 3ª Conferencia Estadual das Cidades, em virtude de discussão do regimento, fez com que as propostas não fossem discutidas e melhoradas em plenária geral.
Apesar disso e da falta de boa parte do poder Legislativo no segundo dia, exceto Vera Lúcia Gomes de Almeida (PT), o resultado foi satisfatório. Agora, fica a expectativa no Conselho Municipal da Cidade, para que ele faça a administração municipal instituir planejamento e políticas públicas efetivos.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

13ª Mostra de Cinema atraiu 35 mil turistas a Tiradentes


De 22 a 30 de janeiro, a vizinha Tiradentes recebeu, aproximadamente, 35 mil turistas e uma plateia de 48. 200 pessoas. A 13ª Mostra de Cinema movimentou mais de R$ 2,5 milhões, gastos na rede hoteleira, restaurantes e atrações turísticas da cidade e cerca de 1.500 empregos diretos e indiretos foram criados. Para o próximo ano, o Ministério da Cultura, por meio da Secretaria do Audiovisual, anunciou editais para a produção de 20 curtas ou documentários e 20 roteiros de longas-metragens num valor total de investimento de R$ 10,8 milhões.


Foram 128 filmes, sendo 99 curtas de 13 Estados do Brasil. Diversidade e vanguarda marcaram a Mostra, que conviveu com a rusticidade de Tiradentes. Em meio a patrimônios históricos, foram discutidas as novas tendências do cinema contemporâneo, seu futuro e volta à desmistificação do processo cinematográfico, ao processo de produção como estética do filme. Algo bem representado na película “Esperando Telê”, de Rubens Rewald e Tales Ab’Saber. “Uma coisa são os filmes que tratam do processo cinematográfico e outra aqueles que tratam de seu próprio processo cinematográfico durante sua realização. Essa é a diferença hoje: o processo se tornou estética e a estética se tornou processo, ambos são indiscerníveis”, argumentou o crítico carioca Carlos Alberto Mattos.

Premiações

A 13ª Mostra fez sete classificações de premiações, oferecendo, aos diretores vencedores, financiamento para a produção de novos filmes. O grande vencedor foi “Estrada para Ythaca”, de Guto Parente, Luiz Pretti, Pedro Diogenes e Ricardo Pretti (CE). O longa foi contemplado como melhor filme pelo Júri Jovem e pelo Júri da Crítica, por causa de sua ousadia e mescla de tradição e modernidade, ao contar a história de amizade dos quatro diretores. “Elegemos “Estrada para Ythaca” como uma aposta em um cinema ousado e vigoroso, realizado coletivamente e que aponta para formas mais cooperativas de se produzir”, explicou Luiz Carlos Merten, Júri da Crítica.


Também foi agraciado, pelo Júri Jovem, o longa “Mulher à Tarde”, de Affonso Uchoa (MG). O Júri Popular escolheu como melhor curta da Mostra Foco, “Obra-Prima”, de Andréa Midori Simão e Thiago Faelli (SP); da Mostra Panorama, “Recife Frio”, de Kleber Mendonça Filho (PE); e, como melhor longa-metragem, o documentário “Herbert de Perto”, dos diretores Roberto Berliner e Pedro Bronz (RJ).

A Mostra

Tiradentes sediou um verdadeiro espetáculo de cultura plural, democrática, inclusiva e permissiva. A 13ª Mostra foi um espaço aberto à contemplação do cinema para cinéfilos, críticos, diretores, crianças e pessoas que nunca pararam para apreciar a sétima arte. Na cidade, o cinema foi espetáculo no Largo das Fôrras (espaço aberto para mais de 2 mil espectadores) e no Cine-Tenda, do Largo da Rodoviária. “A estrutura está espetacular, muito bonita. Dá vontade de ficar mais uns dois dias”, disse Nilo Cruz, aposentado de Niterói (RJ). “É o quinto festival seguido que venho. Acho que está mais vazio que o ano passado, mas está muito bom. Gostei muito do ‘Mamonas para sempre, o DOC’. Não tem como não gostar: mostrou desde o início da banda”, disse Jaciara Lins Berger, de 15 anos, moradora de Brasília (DF).


No Cine-Teatro, que funcionou no Centro Cultural Yves Alves, os diretores encontraram com a crítica e com seu público para debater sua produção e esclarecer dúvidas. Os seminários foram ponto de reflexão sobre o cinema brasileiro, novas mídias e processo e dificuldades de produção. “Vi muitos filmes e debates. Gostei, particularmente, de Estrada para Ythaca, um filme de muita amizade e que foi feito com só R$ 1.780. A Mostra é uma oportunidade muito boa para quem gosta de cinema independente, que convida à reflexão. Os debates complementam e, às vezes, são mais importantes que o filme, pois são únicos, ricos, marcantes e inesquecíveis”, comentou Nádia Padrão, professora de Sete Lagoas.


Mas a cidade não foi apenas cinema, durante os dias 22 a 30 de janeiro. Além das oficinas, a programação atendeu a um público híbrido, com shows, de samba a música eletrônica, atrações para crianças, intervenções de palhaços, cortejo e teatro de marionetes. A cubana Alicia Ulmo Berte, de Havana, gostou muito da programação e do espetáculo montado na histórica cidade. “A cidade é linda, gosto muito de Tiradentes. A estrutura está lindíssima e gosto muito de cinema”, relatou Berte.

Documentário “Verdade de Mulher”

No Cine-praça, amontoaram-se uma quantidade incontável de pessoas para assistir, no dia ao documentário “Verdade de Mulher”, da diretora Maria Luiza Aboim. O filme tratou de violência simbólica, sexual e psicológica contra as mulheres e foi motivado pelo estupro que a filha da diretora sofreu, ainda na infância. No largo das Forras, entre a luz parcimoniosa que o cinema projetava, percebiam-se olhos chocados e emocionados de jovens a idosos.


O púbico aplaudiu de pé e fez fila para abraçar e parabenizar a diretora, pela corajosa narrativa de um tema tão presente e velado na sociedade atual. “Contei a história da minha filha e tentei entender o fenômeno da agressão contra as mulheres. Foram 10 anos de filmagem e entrevistas, feitas por mim. Optamos pelo preto e branco porque o filme não era para ser colorido, quisemos enfocar no tema, na fala das pessoas. È um filme difícil, pesado, que remete a pessoas conhecidas. Ainda pretendo estender o filme para falar da Lei Maria da Penha”, comentou a diretora Maria Luiza, após a exibição do documentário.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Devaneios Caribenõs


Marcelo Alves

Cara, que foda! Músicas de excelente qualidade pra se ouvir nunca faltaram... AC/DC, Kiss/ Pink Floyd/ Deep Purple/ Scorpions e lá vai muita coisa ainda que com certeza passa pela cabeça dos leitores. Cada um com seu gosto. Pop, rock, samba, tecno, e tal.

Mas não sei: talvez por uma enorme exposição a bandas estrangeiras, com vocais em inglês, e brasileiras, fiquei um bom tempo sem ter o que ouvir, achando tudo meio chato e igual. Acho que me desiludi. Ia de Nando Reis e Cássia Eller a Skid Row e Aerosmith. Até que tudo isso caiu na mesmice. Aí, vendo notícias sobre Zelaya e Honduras, meio que tive um estalo: fui procurar bandas latinas, previamente desconfiado de sua qualidade.

Felizmente, o que encontrei, após pouco esforço, foram trabalhos ótimos de músicos de que nunca tinha ouvido nem falar, quiçá escutar algo. Em buscas pelo Last Fm, achei primeiro a banda Soda Stereo. Estes argentinos já estão na estrada desde 1982 e têm grande fama em toda a América, com freqüentes aparições na revista Rolling Stone e na MTV daquele país. A banda faz um Rock limpo, na medida certa de peso, com refrões cativantes, solos cheios de swing, letras inteligentes e bem interessantes. Havia parado por divergências musicais entre os membros. Mas em 2007 seus membros se reuniram para fazer uma turnê pela América, em que venderam mais de 1 milhão de entradas, gravaram “Me verás Volver,” e até foram recebidos pela Presidente Cristina Kirchner na Casa Rosada.

Seguindo essa linha, baixei o CD de Gustavo Cerati, o principal compositor do Soda. Suas músicas solo são tão boas quanto às de sua banda anterior. O vocalista/guitarrista faz um rock mais perto do blues, com pequenas orquestrações, partes calmas, atmosféricas e outras mais rápidas. Novamente a qualidade é altíssima, os álbuns “Ahí Vamos”, “+ Bíen” e “Bocanada” realmente surpreendem por suas letras, feeling e pluralidade.

Satisfeito com os resultados até ai, continuei a fuçar a net. Muito bem comentado, cheguei a Fito Páez. Já tinha virado rotina. Músicas muito boas, com astral remetente às ruas e romances argentinos. As letras são verdadeiras poesias embaladas por guitarras e teclados levemente acrescentados, criando uma harmonia bem sensual e suave. Seu disco “O amor después del amor”, de 1992, é o mais vendido da Argentina, com mais de 700 mil cópias. Sua obra é extensa, mas não se resume à musica: Páez também dirigiu três filmes: La balada de dona Helena (1993), Vidas Privadas (2001) e ¿De quién es el portaligas? (2007). Recentemente, esteve em turnê pelo Brasil e fez uma aparição no Programa do Jô.

Agora sigo procurando coisas na América Latina, México, Honduras, Cuba e Costa Rica são meus alvos. Tenho em mente bandas como as mexicanas, Molotov e Café Tacuba, argentinas, Babasónicos, Los Piojos e Bersuit Vergarabat, além do hondurenho, Guillermo Anderson.

Até agora não tive nenhuma decepção, ao contrário, só boas surpresas. Não entendo porque essas bandas não são populares em terras brasileiras, talvez por causa de uma velha, e estúpida rixa, ou mesmo falta de divugação e dificuldade de aceitação da lingua catalã. Fato é que as bandas latinas já têm seu lugar em minha cabeça, daqui para a frente buscarei obter mais informações sobre a tão rica cultura não só de nossos hermanos, como de toda a América Espanhola. O argentino Gabriel Garcia Marquez e o peruano Mario Vargas Llosa certamente não são os únicos literatos excelentes de lá, por hora, os argentinos, Júlio Cortazar e Jorge Luís Borges frequentarão também minha cabeceira.

Importante é abrirmos nossas mentes para a vasta cultura caribenha e latina. Não considerar esses significantes produtos culturais é negligenciar a própria brasilidade e tudo que temos em comum com nossos irmãos de continente.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Tudo certo? ... ? ...! !!!


Como foi alertado por Eduardo Guimarães em seu site, a mídia golpista esforça-se para esconderou gazer coberturas superficiais sobre os prêmios internancionais que o presidente Lula recebe.

UOL
G1
Folha Online

Uma analisada superficial sobre os sites supra mencionados indica que a abordagem por eles feitas é demasiadamente despreocupada com a eminência do ocorrido: exceto a Folha Online, o G1 publicou apenas um vídeo e o portal UOL uma pequena notícia.

O prêmio da Paz Felix Houphouët-Boigny recebido por Lula é entregue anualmente a pessoas ou a organizações que promovem a paz.O brasileiro se igualou a personalidades importantes no cenário mundial como o rei da Espanha, Juan Carlos, o ex-presidente da África do Sul e prêmio Nobel da paz, Nelson Mandela e o ex-presidente americano, Jimmy Carter que também foram agraciados com o prêmio.

Segundo o líder do júri da Unesco, o ex-presidente de Portugal, Mario Soares, em entrevista à Rádio ONU sobre o trabalho social de Lula e a busca da paz no Brasil e na América Latina, "Ele recebeu o prêmio por ser uma pessoa de paz. E por ser uma pessoa que quer o desenvolvimento de seu país e sobretudo assegurar o fim da distância entre os brasileiros ricos e pobres. Ele vem promovendo o equilíbrio social no Brasil, a paz entre as diferentres etnias e tem feito muito pela paz na América Latina"

Partindo para outra linha de análise,o site da BBC deu praticamente a mesma notícia que as mídias virtuais brasileiras, porém, em uma reportagem subsequente, ressaltou a importância do fato e destacou mensagens veiculadas em jornais franceses como o Libération, que representava Lula como sendo um "homem forte" com alta popularidade e que a economia do país de desenvolve bem, com significativas distribuições de renda; já Le Figaro publicou que o presidente brasileiro está sendo "festejado" na França, apesar de estar "enfraquecido" em Brasília, ainda expõe a condição salutar e próspera dos mercados brasileiros.

Com tantos indícios da relevância da entrega e da Brasil em âmbito mundial, como que a imprensa nacional pode continuar a publicar seu discurso sujo e golpista, distorcendo fatos e mudando o foco do, Brasil para a morte de Michael Jackson, ou qualquer coisa semelhante que distraia a atenção do público para fatos que são indiferentes ao andamento político social e econômico deste País.

Já está na hora do povo despertar da sua onda de marasmo e sonambulismo. Já é hora de a mídia parar com sua política de antidesenvolvimento do Brasil. Enquanto grupos como o Farias e o Marinho se esforçam para esconder e dificultar os sucessos de Lula, este vêm elevando o País a níveis nunca antes vistos de distribuição de renda, bem como de acesso à saúde e eduacação.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Resenha do Capítulo 2. do livro Como se faz uma Tese

Resenha – Eco, Umberto. Como se Fazer uma Tese. São Paulo: Perspectiva, 1991. Capítulo 2: A escolha do Tema

Marcelo Alves

Umberto Eco é um ensaísta italiano de renome mundial, dedicado a temas como estética, semiótica, filosofia da linguagem, teoria da literatura e da arte e sociologia da cultura; e titular da cadeira de Semiótica e diretor da Escola Superior de Ciências Humanas na Universidade de Bolonha. Neste seu livro – Como se faz uma Tese – Eco dirige-se, principalmente, a estudantes universitários no que diz respeito à matéria Metodologia de Pesquisa. Assim, seu livro preocupa-se em inserir e conduzir os alunos no caminho das Teses. O capítulo - A Escolha do Tema – especificamente, explica o conceito de cientificidade, os tipos de teses, o tempo que lhes deve ser empregado, a importância de conhecer línguas estrangeiras; e, também, diferenças de temas e o envolvimento do aluno com a tese.

O italiano faz a divisão de assuntos em tópicos e utiliza de linguagem despojada e simples para desenvolvê-los, dando exemplos empíricos e experimentais de pesquisas, ajudando assim, na compreensão do leitor. No que diz respeito ao tipo de tese, ele define Tese Panorâmica como alga vastíssimo e perigoso para um aluno sem experiência e renome, ao passo que a Monografia é a abordagem de um só tema, o que a torna mais fácil de ser feita com sucesso. Já entre Tese Histórica e Teórica, Eco ressalta a dificuldade em se conduzir uma Tese Teórica, pelo estudante, visto que essa possui caráter abstrato e outros inúmeros estudos que tratam do tema, por isso o trabalho fica fadado a ser breve e sem organização interna; é preferencial fazer um trabalho historiográfico, embasado por estudos anteriores, e aplicar ideias originais ao final do ensaio, a fim de discutir o assunto. Já em relação ao Tema ser Histórico, ou Contemporâneo/Atual, Eco afirma que, sem dúvida, é mais fácil partir para o campo Histórico, uma vez que este, embora tenha maior e mais complexa bibliografia, tem esquemas interpretativos mais seguros, enquanto o contemporâneo tem estudos mais vagos, dispersos e contraditórios. Mas nada impede que as metodologias de análise sejam trocadas, ou seja, que “se trabalhe sobre um autor contemporâneo como se fosse antigo, e vice-versa”, o que, segundo o autor, tornará o trabalho mais agradável e seguro.

Umberto Eco diz que a Tese é uma ocasião única para agregar conhecimentos, que servirão ao aluno para o resto de sua vida, como aprender línguas estrangeiras, essenciais para que se desenvolva um estudo consistente sobre o escrito original de um autor e suas idéias. Nesse sentido, o aluno não deve ser obrigado a escrever uma Tese, nem o tema lhe deve ser imposto, mas ele deve sentir-se atraído pelo assunto, de modo que ele se envolva em um Tema à sua altura, com o intuito de desenvolver seus conhecimentos e levar o tema a um novo patamar, que será considerado e discutido posteriormente. Por isso, o tempo que será empregado no trabalho não poderá ser visto como um obstáculo estafante, mas prazeroso; e nesse ponto, Eco é rigoroso ao afirmar que “Se quiser fazer uma tese de seis meses gastando apenas uma hora por dia, então é inútil discutir. Para não correr o risco de trabalhar em uma tese medíocre, copiem logo um trabalho qualquer e pronto”.

Ao longo do capítulo, Eco levanta conceitos que serão discutidos também por Rubem Alves (Filosofia da Ciência: introdução ao jogo e a suas regras, 2000), como a importância da ordem em um trabalho acadêmico, a impossibilidade de se obter respostas perpétuas e absolutas, a constante modificação, reinterpretação, atualização e contestação das teorias; e o conceito de cientificidade, explicado por ambos não como algo que envolve fórmulas e diagramas, mas como estudos que analisam um objeto reconhecido igualmente por outrem, que sempre dizem algo de novo sobre esse objeto, ou o reinterprete; que esse estudo dialogue com outros e lhes seja útil. Portanto, estudos de quaisquer áreas do conhecimento serão científicos, desde que sigam aqueles requisitos.

O Capítulo 2, A Escolha do Tema, do livro Como se faz uma Tese, de Umberto Eco expõe e discute problemas de metodologia, que serão encarados nas pesquisas, com boa profundidade e clareza, cumprindo o que propõe, e sendo, destarte, importante e indicado para os estudantes interessados em seguir carreira acadêmica, ou fazer o Trabalho de Conclusão de Curso.