quarta-feira, 16 de junho de 2010

Projeto da Copasa não entra na pauta

O plenário da Câmara de Vereadores de São João del-Rei ficou lotado na última terça-feira, dia 1º de junho. O motivo de tamanha movimentação foi a possível votação do Projeto de Lei que autoriza o Executivo Municipal a firmar um convênio de cooperação com a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) para administrar o serviço de água e esgoto da cidade. Porém, o documento não entrou em pauta. Representantes da Copasa devem fazer sua explanação na Câmara dos Vereadores na próxima terça-feira, 08 de junho.
Na ocasião, o diretor do Departamento Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Damae), Jorge Hannas Salim, comunicou, em tribuna livre, que uma proposta de Parceria Público Privada (PPP) deve ser apresentada nos próximos 15 dias. A presidente daquela Casa, Jânia Costa Pereira da Silveira (PTB), disse, na sessão, que o projeto Copasa é a única alternativa apresentada. Segundo ela, o tempo está curto e nada foi feito. “Em 2008, já deveríamos estar com 60% do esgoto tratado. Começamos a discussão no ano passado e, até agora, não chegou nada em relação à PPP. O que temos em mãos é o projeto Copasa”, afirmou Jânia Costa.

"O que temos em mãos é o projeto Copasa" (Jânia)

Jânia contou, ainda, que o projeto Copasa não vai entrar em pauta antes da explanação feita por representantes da empresa e uma conversa com funcionários do Damae. “Já ouvimos o Hannas e convidamos a Copasa para se apresentar aos vereadores na próxima terça-feira, 08. Mas não temos certeza de sua presença nessa data, em função do feriado”, adiantou a vereadora.
Ela ressaltou que a Câmara busca opções e explicações para votar de modo consciente. “Estamos abertos aos debates e a novas propostas antes de colocar o projeto em votação. Pelo estudo prévio que fizemos de PPP, não sei se o Damae teria a possibilidade de firmar essa parceria, porque precisaria entrar com 51% do valor. As opções são validas, porque nosso prazo está vencendo e poderemos perder verba do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), se nada for feito”, informou a presidente.

Alternativas
Mais duas opções serão apresentadas, em breve, à Câmara dos Vereadores. Uma é a PPP, anunciada por Jorge Hannas na tribuna e a outra, que sugere a instalação de outra empresa pública, está sendo elaborada pela Associação de Moradores e Amigos de São João del-Rei (AMAS del-Rei).
“Dentro de 15 dias, vamos finalizar a preparação do projeto de PPP. A intenção é fazer uma Audiência Pública para apresentar o resultado. A Câmara está aberta aos debates, tenho certeza que chegaremos a um bom projeto para São João”, informou Hannas.
“Defendemos outra empresa pública municipal, com uma outra forma de gestão, para substituir o Damae. Sem uma administração austera, a população não tem confiança no Departamento. Foram feitas isenções, inclusive para ricos. Somos contra a Copasa e a PPP. Entendemos que água não é para dar lucro”, argumentou Air de Resende, presidente da AMAS del-Rei.

Opiniões
A sessão da Câmara teve acaloradas participações do público. A presidente chegou a cogitar a possibilidade de encerrá-la por falta de ordem. As pessoas gritavam “Fora Copasa!” e entoaram um coro reivindicando o plebiscito. “Não dá para fazer um plebiscito porque há mais de 60% de inadimplentes. É questão de inteligência e matemática. São João chegou ao seu limite. Queremos que nos apontem novos caminhos”, disse Jânia Costa.

"Não dá para fazer um plebiscito porque há mais de 60% de inadimplentes. É questão de inteligência e matemática. São João chegou ao seu limite" (Jânia)

Muitos líderes de instituições e movimentos sociais estavam na plateia. O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Leonardo Silveira, contou que o partido se posiciona a favor de uma nova empresa pública municipal. “Fechamos uma resolução no partido ano passado, defendendo uma reformulação no Damae. Do jeito que está não concordamos, mas têm que ser feitos todos os esforços para salvar o Departamento antes de vendê-lo. Somos contra uma provável PPP, porque não houve discussão suficiente. O município não tem uma receita líquida mínima para celebrar o contrato”, comentou Leonardo.
O Sindicato dos Servidores Municipais (SindServ) se posiciona a favor de um plebiscito. “Queremos que se consulte a população antes de qualquer votação dessa Câmara. Ainda não conhecemos o projeto da PPP e da Copasa. Precisamos ouvir ambas as partes para tomarmos posição”, afirmou o presidente Mauro Pedro Alves.

“Acho que isso aqui é um teatro. Jorge Hannas propõe a PPP, com o aplauso de seus funcionários. Mas a PPP também fará demissões em massa" (Bosco)

O morador do Barro Preto, Luiz Ribeiro, conhecido como Maradona, frequentador assíduo da Câmara, se posiciona a favor do Departamento. “O Damae é nosso. Se provarem que não tem jeito, deveríamos partir para a PPP. Mas, antes de tudo, tem que se ouvir o povo, porque os vereadores, agora, não têm condições de decidir nada. O que vemos da Copasa é um serviço de péssima qualidade, como foi feito na Colônia do Marçal e no Barro Preto”, opinou Maradona.
O presidente do PSOL, João Bosco Lopes, afirma que essas sessões e debates são jogos de cena e que a PPP já estaria, previamente, conversada. “Acho que isso aqui é um teatro. Jorge Hannas propõe a PPP, com o aplauso de seus funcionários. Mas a PPP também fará demissões em massa. Uma posição coerente, hoje, é ser contra a Copasa e a PPP. Apoiamos a criação de uma empresa pública, a estatização da água”, opinou João Bosco.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Santa Cruz pede projetos

Permanece em Santa Cruz de Minas o debate acerca da preparação do projeto executivo, avaliado em R$ 50 mil, para a liberação de R$ 1,5 milhão previstos para a cidade no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Apesar de afirmar que não pretende investir o referido recurso no projeto, o Executivo Municipal apresentou, aos vereadores, durante audiência pública na última segunda-feira, 31 de maio, uma finança sólida e estável. A prestação de contas foi do primeiro quadrimestre de 2010.
Foi verificado, na audiência, que há equilíbrio entre arrecadação e gastos, mas com poucos ativos à disposição para investimentos. Em Saúde e Educação, por exemplo, não consta nenhum investimento na planilha preparada pela Secretaria Municipal de Fazenda e Planejamento. A arrecadação foi de quase R$ 2,35 milhões até abril de 2010.

Essa verba é de extrema importância para nós. Precisamos fazer o esgotamento e tratamento sanitário, trocar as manilhas para resolver problemas crônicos” (Toninho)

PAC
O prefeito José Antônio dos Santos (PP), o Padre, continua afirmando que o gasto com o projeto executivo, cerca de R$ 50 mil, seria um investimento incerto, pois a verba poderia não ser liberada. O presidente da Câmara de Vereadores, José Antônio da Silva (PDT), o Toninho da Farmácia, defende que o projeto precisa ser feito.
Segundo o técnico em Contabilidade da Prefeitura de Santa Cruz, Paulo Márcio Lara, o município não possui dívidas. Ele diz, ainda, que o investimento para firmar um convênio pode ser arriscado para as finanças enxutas da cidade. “Temos uma arrecadação muito pequena para um gasto tão alto. Os convênios não são tão simples, trazem contrapartidas e burocracias processuais para a cidade. Nem sempre é vantagem assumir”, argumentou o técnico.

Câmara pede o projeto
O presidente da Câmara Municipal ressalta que a cidade necessita das obras sanitárias que seriam feitas com o investimento milionário do PAC. “Essa verba é de extrema importância para nós. Precisamos fazer o esgotamento e tratamento sanitário, trocar as manilhas para resolver problemas crônicos”, afirmou Toninho da Farmácia.
Para ele, pagar para fazer o projeto, necessário à liberação das verbas, é um investimento garantido. “Para mim, não é justificativa dizer que podemos perder o dinheiro do projeto, porque o Governo Federal determinou, em 2007, que aquela verba estaria liberada ao município. Acredito que, após o projeto ser enviado à Brasília-DF, com certeza, a verba vem”, considerou o presidente. E comentou: “Até agora, nada foi feito. Qual o investimento que o prefeito fez, desde 2009? Não fez nenhum. As pessoas nos perguntam, na rua, porque a verba não veio. Respondemos que o projeto não foi encaminhado. Porém, a Câmara vai continuar cobrando”.

O projeto que impede a Presidente ainda não foi sancionado

A Viação Presidente continua rodando, normalmente, pela Rua Antônio Augusto da Silva, de Santa Cruz de Minas. O projeto de lei nº. 668 foi aprovado pela Câmara de Vereadores daquela cidade, em 19 de abril. Contudo, o prefeito, José Antônio dos Santos (PP), conhecido como padre, ainda não sancionou o dispositivo legal, que foi encaminhado à Câmara pelo Executivo. Ele afirma que tem quinze dias úteis para a sanção da lei.
Enquanto isso, a empresa mantém seus itinerários naquela região. O gerente da Viação Presidente, Mauro Alexandre Duarte, afirma que a empresa não foi notificada. “Estou sabendo por alto, pela imprensa. Mas, ainda, não tive acesso ao projeto. Apesar de, pelas informações que me foram passadas pela Câmara de Santa Cruz, o projeto é inconstitucional”, disse o gerente da empresa.
Processo?
Mauro Alexandre informa que, por enquanto, a empresa não vai tomar nenhuma providência. “Vamos continuar rodando normalmente. A população da Cohab pode ficar tranquila, porque o atendimento aos usuários vai continuar da mesma maneira que vem sendo prestado”, comentou o gerente da Presidente.

“Ninguém pode tirar o direito de ir e vir, de transitar." (Mauro)

Caso o projeto seja inconstitucional, a empresa deve acessar seu departamento jurídico. “Ninguém pode tirar o direito de ir e vir, de transitar. A Viação Presidente não pega e não solta passageiros dentro de Santa Cruz de Minas. Mas aquela é uma via necessária para o atendimento ao bairro Cohab, de São João del-Rei. Entendo, pelo que já me passaram, que a lei é completamente inconstitucional. A não ser que o Prefeito compre uns helicópteros para transportar o pessoal do centro à Cohab”, ironizou Mauro.

Moradores reclamam de mau cheiro

Os moradores da Rua Aureliano Pimentel, Bairro das Fábricas, em São João del-Rei pedem que algo seja feito para diminuir o mau cheiro do Córrego do Lenheiro. O esgoto fica parado sob a ponte, pois as manilhas são muito curtas e não chegam ao córrego. Um caminhão de terra jogada no local não resolveu o problema. Eles também pedem que seja consertada a grade de proteção de um dos lados da ponte.
O diretor Operacional da Área de Esgoto do Departamento Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Damae), Antônio José dos Santos, informou que a situação é conhecida e, em breve, o problema deve ser solucionado. “Vamos fazer um projeto para rebaixar a canaleta. Conhecemos a situação do local, avisei a Secretaria de Obras, que deve concretar ali. É isso que pode ser feito para reduzir o cheiro”, comentou.

Saneamento básico
A moradora Zuleika do Carmo de Melo, 53 anos, ressalta que só quer que o básico seja feito para diminuir o cheiro ruim. “A nossa cozinha e a nossa sala ficam bem em frente. Pedimos o mínimo: que canalize aquilo ali. Sem contar o visual, que é horroroso! Podiam cimentar ou prolongar a manilha. Isso é saneamento básico, é prioridade e não desfazer uma coisa que está pronta para fazer outra. Nossa reivindicação já vem de muito tempo”, afirmou ela.
Maria José Reis Silva, 55, concorda com Zuleika: “Queremos condição de vida. Hoje, não podemos ficar em frente às nossas casas e nem sentar, à tarde, na muretinha para conversar por causa desse cheiro terrível”, disse Maria José.

Bichos
Os moradores contam que aparecem muitos bichos no local por causa da falta de saneamento básico. “É cobra, barata, rato e escorpião. Temos muitas crianças por aqui. Já foi até escorpião dentro do banheiro. Isso é perigo para qualquer um. É muita imundície”, contou Maria Guido de Assunção Luciano, de 67 anos. “Há muito tempo que fazemos esse pedido, mas nada foi feito. O que adianta jogar aquela terra ali? Nada! A primeira chuva que vier leva a terra embora e o esgoto vai continuar parado dos dois lados”, disse Zuleika do Carmo.

Conscientização
Os moradores relataram que aquela parte da “prainha” fica constantemente suja, porque algumas pessoas jogam sacos de lixo nas margens do Córrego. “Pedimos às pessoas que param o carro, aqui, de madrugada, para jogar lixo que eles tenham consciência ecológica e não façam mais isso. O lixeiro passa todo dia! Isso tem que vir da gente, faz parte da educação. Temos que colaborar. Podia ser feita uma lei para multar essas pessoas que jogam lixo na ‘prainha’”, pediu Maria José.

"Essa matéria ficou massa porque relembra o já comum problema no Tratamento de Esgoto da Cidade. As pessoas acostumaram a ver o Córrego poluído cortar a cidade. É bom a mídia escancarar isso de vez em quando."

Greve na educação é suspensa por 20 dias

Professores e alunos da Rede Estadual de Ensino voltaram à rotina no último 27 de maio. A greve dos profissionais em Educação foi suspensa por um acordo assinado dois dias antes, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Segundo o documento, o movimento está paralisado por 20 dias. Enquanto isso, representantes do Governo do Estado e do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUte) formaram um grupo de trabalho para revisar o Plano de Carreira e os vencimentos dos trabalhadores. As mudanças deverão ser incorporadas em 2011.
A reposição das aulas já foi agendada pelas escolas de São João del-Rei. Sábados, feriados e uma semana de julho serão usados como dias letivos até que os dois dias de paralisação e os 32 de greve sejam compensados. Para a diretora da E.E. Milton Campos, o Polivalente, Débora de Resende Lara, os alunos não sairão muito prejudicados. “Todos os professores voltaram, normalmente e os alunos estão regressando aos poucos aos estudos. O calendário segue a negociação feita pelo Sindicato e Estado. Os alunos terão uma semana de férias em junho e usaremos os sábados para as reposições. Também já retomamos as avaliações bimestrais”, explicou a diretora.

"A categoria foi muito guerreira, fez uma greve com muita classe, enfrentando o Governo mineiro e a Justiça. A mobilização terminou mais forte do que nunca" (Fufa)

O acordo que suspendeu a greve por 20 dias estabelece a formação de um grupo de trabalho para rever o Plano de Carreira dos servidores da Educação e incorporar vantagens. As alterações deverão entrar em vigor em 2011. “Suspensão de greve é sempre um processo penoso. A categoria foi muito guerreira, fez uma greve com muita classe, enfrentando o Governo mineiro e a Justiça. A mobilização terminou mais forte do que nunca”, afirmou a diretora do SindUte, Maria Nazaré dos Santos, a Fufa.

Avanços
Os profissionais acompanham, agora, os trabalhos da comissão que discute o Plano de Carreira e as vantagens incorporáveis aos salários. “Há um prazo de 20 dias para a comissão estudar o que pode ser incorporado ao vencimento e reestruturar o Plano de Carreira dos servidores. Isso é um avanço, porque a carreira estabelece um piso sem padrão nenhum”, elucidou Fufa.
O documento, também, garante que os grevistas não sofrerão nenhuma retaliação, seja salarial, com o corte do ponto, ou mesmo a demissão. “Foi revista a ação que tornava a greve ilegal. Isso é muito importante. Não houve corte de ponto ou desconto nos salários de quem fez greve”, informou a diretora do SindUte.
Além disso, outros ganhos da greve são: realização de concurso público para preenchimento de cargos na educação; processo de certificação de diretores escolares até o final do ano, com indicação de nomes pela comunidade; uniformes e equipamentos para os auxiliares; 20% de férias-prêmio; e pagamento de rateio aos designados e de adicionais por tempo de serviço.

“Foi revista a ação que tornava a greve ilegal. Isso é muito importante. Não houve corte de ponto ou desconto nos salários de quem fez greve” (Fufa)

Avaliação
O SindUte avaliou o movimento como positivo pelos seus resultados e coragem da categoria. “Houve o enfrentamento de armas poderosas, como corte de ponto, demissões e determinações judiciais, mas a categoria manteve o movimento, enchendo assembleias. Em São João, a paralisação não atingiu um indíce alto, girou em torno de 25 a 30%, mas foi um número de qualidade, as pessoas estiveram presentes e participaram das atividades. Essa greve contou com ousadia e abalou o governo”, comentou Fufa.

"Estava claro que a greve estava para mudar seus rumos. Não tanto por enfraquecimento do movimento, mas pelas pressões feitas pelo poder público mineiro. Dia 17 acontece a próxima Assembleia Estadual. É esperar para ver a avaliação dos trabalhos..."

terça-feira, 8 de junho de 2010

3ª Semana do Meio Ambiente

Com duração de 5 a 12 de junho, a 3ª Semana Municipal de Meio Ambiente busca levar a conscientização ecológica a todas as escolas municipais são-joanenses, com palestras, caminhadas e plantio de mudas. Os pontos altos serão os debates da Reunião do GD-1 (Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Rio Grande), às 9 horas do dia 8 de junho, no auditório do 38º Batalhão de Polícia Militar; e, no dia 9, o Fórum “Gestão de Resíduos Sólidos e Lixo”, que inicia às 8 horas no auditório do campus Santo Antônio da Universidade Federal de São João (UFSJ). A Secretaria de Meio Ambiente não participa da organização da Semana.
A Semana tem com objetivo reunir uma Rede Ambiental com a participação dos diversos segmentos da sociedade e instituições para amadurecer e fortalecer ideias, propostas e ações para proteger o meio ambiente. A comissão organizadora ressaltou o caráter integrador do evento. “Há muita gente preocupada, mas estamos isolados. Queremos unir todos em torno de uma meta em comum e saber onde queremos chegar. Temos ferramentas à nossa disposição, mas não conseguimos utilizá-las de maneira participativa”, afirmou o engenheiro florestal do Instituto Estadual de Florestas (IEF), Reginaldo da Silva Alves.

“A Secretaria foi convidada, mas não está presente fisicamente. Talvez porque o secretário Celso Sandim assumiu o cargo há pouco tempo." (CLARET)

E a Secretaria?
Segundo um dos organizadores do evento, Antônio Claret, do Instituto Apoiar, a Secretaria de Meio Ambiente não se envolveu na preparação da Semana de Meio Ambiente, nem tem representatividade na comissão organizadora. “A Secretaria foi convidada, mas não está presente fisicamente. Talvez porque o secretário Celso Sandim assumiu o cargo há pouco tempo . Faremos novo convite para o Fórum”, afirmou Claret.
O secretário, Celso Sandim, afirma que a Secretaria de Meio Ambiente, está à disposição para contribuir com o que for necessário. “A Secretaria já faz esse trabalho o ano todo e, durante a Semana, vamos intensificar. Vamos dar todo o apoio e também temos nossa programação em paralelo. A organização do evento está de parabéns pela iniciativa, isso é bom para a conscientização da população”, disse o secretário de Meio Ambiente.

Ações não acontecem
O analista ambiental do Instituto Chico Mendes da Conservação da Biodiversidade, Fabio Luis Vellozo de Mello, disse que é importante o caráter integrador da Semana para concretizar as ações de preservação ambiental. “Nosso trabalho pode ser incipiente, mas estamos em busca de uma mudança de atitude. Queremos preencher lacunas para que as coisas comecem a acontecer. É fácil falar de preservação ao meio ambiente, mas nada de concreto foi feito”, afirmou Fabio Luis.

Fóruns e debates

A Reunião do GD-1 (Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Rio Grande), que reunirá 33 cidades no dia 6 de junho, é a grande expectativa da Semana. Na ocasião, os conselheiros discutirão o gerenciamento das águas e afluentes da bacia e, às 14 horas, haverá a palestra “Papel do espaço rural na disponibilização de água”.
O Fórum, que acontece no dia 9 de junho, tratará sobre o tema “Gestão de Resíduos Sólidos e Lixo”. Diversos segmentos da sociedade, técnicos e políticos debaterão sobre os problemas ecológicos da região tentando buscar soluções. Há três mesas: ‘Catadores’, ‘Legislação’ e ‘Plano de Gestão de Resíduos Sólidos’. “Convidamos a população para discutir a coleta seletiva, tratamento de esgoto, aterro sanitário e se informar sobre o destino dos resíduos sólidos. O Fórum terá caráter deliberativo, vamos elencar propostas e, em parceria com o Legislativo, tentar transformá-las em leis”, informou Antônio Claret, organizador da Semana.

Problemas
A Semana conscientiza os cidadãos e alunos para a educação ambiental, através de caminhadas, palestras, plantio de mudas e limpeza das ruas. Contudo, espera-se que velhos problemas da cidade sejam pensados como: criação de uma Lei de Meio Ambiente, reformulação da Lei Orgânica, reestruturação do Conselho Municipal de Conservação e Defesa do Meio Ambiente (Codema); e Aterro e Esgotamento Sanitários. “Queremos debater todos esses problemas. O Codema parece estar desativado, nossa Lei Orgânica está ultrapassada e não temos lei ambiental. Quando visitei o Aterro Sanitário, o que vi foi um ‘Enterro Sanitário’, tentaremos estabelecer propostas e soluções”, afirmou Claret.

Programação
A 3ª Semana do Meio Ambiente já começou com palestras e plantio de mudas nas escolas urbanas e rurais. Confira a agenda a partir deste fim de semana:
• 5 de junho: Dia Mundial do Meio Ambiente. Haverá blitz ecológica em diversos pontos da cidade;
• 6 de junho: 8 horas - Missa no Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos;
• 7 de junho: 8 horas - Ancinho Humano – limpeza das margens do Córrego do Lenheiro;
• 8 de junho: 9 horas - Reunião do GD-1 no auditório do CDB e, às 14 horas, palestra “Papel do espaço rural na disponibilização de água”;
• 9 de junho: 8 horas - Fórum “Gestão de Resíduos Sólidos e Lixo”, no auditório do campus Santo Antônio da UFSJ;
• 10 de junho: 8 horas - Evento cultural e educativo no Bairro de Matosinhos;
• 11 de junho: 8 horas - Visitação aos stands ecológicos na Avenida Tancredo Neves;
• 12 de junho: Encerramento - Dia Regional Sem Carro. A partir das 9 horas: Cãominhada, Passeio Ciclístico, Caminhada da Terceira Idade com Seresta da Asap e Ato Ecumênico no Marco Zero da Estrada Real.

Novo Bispo será empossado em 17 de julho

Dom Célio de Oliveira Goulart, de 65 anos, foi nomeado bispo da diocese de São João del-Rei, em 26 de maio, pelo papa Bento XVI. O novo bispo assume a diocese em 17 de julho, às 16 horas, na Catedral de Nossa Senhora do Pilar. Na ocasião, será preparada uma recepção solene a Dom Célio e uma cerimônia de posse. Dom Waldemar Chaves de Araújo, 75, renunciou ao cargo e se tornou bispo emérito em função de sua idade. Dom Waldemar foi nomeado Administrador Apostólico da diocese, a fim de tomar conta dos trabalhos até a chegada de Dom Célio.
O novo bispo comunicou, em carta à diocese e ao povo são-joanense, que ficou feliz com o anuncio. Afirmou que busca se aproximar, espiritualmente, da cidade e que conta com o apoio de todos em sua nova caminhada. “Tenho procurado estar em sintonia com toda a realidade eclesial, humana, cultural e social dessa Diocese em meus momentos de oração. O Senhor me pede uma nova missão. Talvez já esteja envelhecido para um novo começo, mas confio na graça de Deus e na participação de todos”, escreveu o bispo.

"Tenho procurado estar em sintonia com toda a realidade eclesial, humana, cultural e social dessa Diocese"

Ele ainda congratulou o bispo emérito, Dom Waldemar, pelo trabalho e empenho em prol da diocese da cidade. “Vamos agradecer a D. Waldemar por estes anos dedicados à nossa diocese de São João del-Rei. Ele deixa para todos nós seu testemunho de um homem acolhedor, alegre e dedicado pelas ações realizadas em benefício da vida pastoral da diocese. Que ele possa ter uma vida feliz, com saúde e com nosso reconhecimento por tudo que ele significa para nós”, afirmou Dom Célio.

Preparativos
Segundo o vigário geral da diocese, Dirceu de Oliveira Medeiros, os padres se preparam para a chegada de Dom Célio, até agora prelado em Cachoeiro de Itapemirim (ES). “Estamos envolvidos nos preparativos: festa de recepção, solenidades e cerimônia de posse. Dom Waldemar, enquanto a diocese permanece vaga, foi nomeado Administrador Apostólico, mas não deve tomar muitas providências nesse período de transição”, contou o vigário geral.

Roma
Dom Waldemar e Dom Célio, agora, viajam à Roma, pedir a benção do papa, Bento XVI. “Nestes próximos dias, estaremos em Roma, com nossa Visita Ad Limina. Pedirei à sua Santidade, o papa Bento XVI, bênçãos especiais pelas dioceses de Cachoeiro de Itapemirim e de São João del-Rei. Será nosso momento de unidade e de comunhão com o Papa que tem manifestado sabedoria e firmeza na condução de nossa Igreja. Estejam juntos comigo em orações nesta intenção”, escreveu o novo bispo.

Biografia
O novo bispo, Dom Célio de Oliveira Goulart, nasceu em Piracema (MG) no dia 14 de setembro de 1944. De currículo extenso, Dom Célio foi ordenado padre pela Ordem dos Frades Menores (OFM) em 12 de julho de 1969. O bispo estudou filosofia em dois conventos: Convento São Boaventura, em Daltro Filho (RS); e no Convento Santa Maria dos Anjos, em Betim (MG). Depois, cursou teologia no Convento Santo Antônio, em Divinópolis, e no Instituto de Teologia da PUC-Minas, na capital mineira.
Dom Célio assumiu o bispado de Leopoldina (MG) em 28 de agosto de 1998. Em 09 de julho de 2003, é transferido para a diocese de Cachoeiro do Itapemirim, onde permanece até ser nomeado bispo de São João del-Rei.
Com o lema: “A cruz é a força de Deus”, o bispo ganhou o coração de todos os fiéis por onde passou. Conhecido pelo seu jeito simples, acolhedor e fala serena, Dom Célio congregou a diocese de Cachoeiro do Itapemirir e é muito querido pelo presbítero daquela cidade.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Santa Cruz pode deixar de receber R$ 1,5 milhão do PAC

Santa Cruz de Minas pode perder uma verba milionária do Governo Federal. Isso porque o prefeito José Antônio dos Santos (PP) não quer enviar o projeto executivo, no valor de R$ 50 mil. Se isso acontecer, o município deixará de receber R$ 1.571.500,00 do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), destinados a melhorias sanitárias e reformas no abastecimento de água e na rede de esgoto. A cidade foi contemplada em 2007 com esses recursos, válidos somente até este ano.

“Estou consciente de que vamos perder a verba se não mandarmos o projeto” (Prefeito)

O prefeito declarou que não quer arriscar e correr o risco de não receber o recurso. “Nós fizemos esse pedido em 2007. Agora que estão saindo do governo que eles vão atender? Desde 2007, cadastramos e não pediram projeto. Esse governo nem sabe se vai ganhar de novo. Como que eu vou gastar R$ 50 mil para fazer o projeto de engenharia sem ter a garantia que o recurso está liberado? Mandar o projeto não garante o recurso. Não posso arriscar essa quantia, que nos possibilitaria fazer pequenas obras” afirmou José Antônio.
Para conseguir a liberação da verba, a Prefeitura precisa apresentar o projeto executivo e preencher o formulário no sistema da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). “Estou consciente de que vamos perder a verba se não mandarmos o projeto”, disse o prefeito.

Câmara quer o projeto
O presidente da Câmara José Antônio da Silva, o Toninho (PDT), informou que os edis daquela cidade pedem, constantemente, ao prefeito que o projeto executivo seja preparado. “Estamos perdendo muito dinheiro e precisamos fazer as obras de adequação sanitária. Se dependesse de nós, vereadores, esse projeto estaria pronto há muito tempo, mas depende do Executivo”, comentou Toninho.